HISTÓRICO PESSOAL DO CONFIDENTE
Meu nome é Laerte Rosa de Vargas, tenho vinte nove anos, completei agora no dia 22/12/2001. Minha formação escolar é a 4ª série do ensino fundamental. Sou casado e tenho três filhos. Minha esposa se chama Luciane Nunes da Silveira de Vargas. Vitória está com seis anos, o João com três e Maria com nove meses.
Há mais ou menos três anos atrás, eu estava no meu restaurante servindo o almoço, quando olhei no estacionamento, um senhor colocando uns jornais nos carros dos meus clientes. Fui ao encontro dele para repreendê-lo, ao me avistar, indagou:
- Você é católico, não?
- Sim, sou.
- Eu também, disse ele. E o jornal é católico, pegue um!
Peguei o jornal e voltei para o restaurante. Depois do almoço, ? tarde, quando não tinha movimento, comecei a ler e fui sendo tocado. Alguns dias depois ele apareceu e me deixou alguns livros e eu comecei a ler, mas logo larguei de lado. Mais alguns dias se passaram e eu fui para a praia, tirar quinze dias de férias. Minha esposa já tinha lido mais do que eu, lá na praia ela queria que eu lesse. Então, no terceiro dia, resolvi ler um pouquinho, enquanto ela aprontava o almoço, mas acabei não almoçando, comi foi a leitura do livro. Passamos a tarde lendo, no outro dia de novo.
Lá pelo quinto ou sexto dia, começou acontecer coisas muito estranhas, algo em meu intimo dizia: "volte hoje para casa, vai te confessar!"; porque eu não me confessava a uns 5 ou 7 anos. A minha esposa sentia a mesma coisa, então fomos dormir, mas graças a Deus não conseguimos. Apagávamos a luz do quarto e ela acendia sozinha, fechávamos a porta do quarto e ela abria sozinha, nós estávamos impressionados, mas não sentíamos medo, a nossa vontade era de voltar de noite para casa e se confessar.
No outro dia, cedo, arrumamos as coisas e voltamos. Fomos direto ao Santuário do Padre Réus e eu me confessei. Depois daquele dia tive que confessar mais três vezes, pois fui me abrindo devagarzinho. A partir daí, começou meu processo de conversão e o da minha esposa também. Até aí, meus negócios estava indo mais ou menos bem, tínhamos dívidas, mas íamos pagando.
Passou-se algum tempo, eu parei de beber, de fumar, de admirar a mulher de outros e as moças solteiras. Passei a rezar o terço e fui mudando de vida e tudo foi ficando mais difícil. Eu não tinha mais assunto com os amigos, nem com os clientes. Fiz um altarzinho no restaurante, mas a maioria dos clientes não gostava, me pediam para tirar, e também a situação financeira foi ficando muito séria.
Chegou um dia, em que eu joguei tudo pro alto e fui para um bar; bebi a tarde toda, mas não adiantou. No outro dia tudo de novo, fornecedores cobrando, funcionários querendo seus salários e num ato de desespero sai para o pátio do restaurante, do lado do pátio existia um campo e algumas ovelhas, fui até a cerca e me escorei nela chorando. Então, fiz um oferecimento que nunca vou esquecer: - meu Deus, sei que tu existe e está me escutando, me ajude a sair desta e eu trabalharei para ti.
Eu me ofereço para ser usado no que o senhor quiser, até mesmo para ser mártir. Depois disso, senti uma calma muito grande e voltei para o restaurante; contei para a minha esposa e ela começou a chorar: - Se fores mártir como vou criar as crianças sozinha? Ela ficou muito triste. Depois contei para o senhor que me deu os livros e ele me repreendeu:
- Não te oferece que ele te pega. Deus usa quem se oferece.
- Não levei, assim, tão a sério.
Passou-se algum tempo e consegui me desfazer do restaurante. Fiquei devendo bem pouco, porém muito feliz, pois poderia ir a missa todos os domingos. Comecei a rezar mais, usar roupa fechada, me confessar todo mês e fazer tudo como Jesus pedia, através das mensagens. Mais um tempo se passou, e no dia 22/10/2001 tive um sentimento muito estranho, era como se eu não me dominasse; algo muito forte dizia no meu coração, escreve, escreve Meu filho, mas eu respondi: - estou ficando louco...? Mas todos os dias, na oração da noite, ia ficando mais forte...
No dia 27/10/2001 comprei um caderninho que cabia no meu bolso e na palma da minha mão e de tarde, no terço da misericórdia veio, agora tu irá escrever meu filho e eu corri para o banheiro e escrevi a primeira mensagem. Nesse dia mais mensagens, no outro dia também e assim eu andava, escrevia sempre escondido. Passando alguns dias, eu pensei: - vou ter que contar para a minha esposa, mas ela me chamará de louco e se ela me deixar o que faço?! Mas me deu coragem e a chamei, quando terminei de contar, os olhos dela brilhavam e eu muito feliz por ter contado perguntei:
- O que tu achas disso?
Ela virou-se para o armário, abriu a gaveta e tirou umas folhas de caderno, bem dobradinhas, de cima dos panos de prato e me disse:
- Eu também tenho alguma coisa aqui, mas tinha medo que tu fosses me chamar de louca.
Então, ela também estava recebendo mensagens, antes de mim, porém as datas eram intercaladas, não eram todos os dias. Combinamos que era melhor não falar para ninguém, e compramos dois caderninhos. Logo depois disso, Jesus passou uma mensagem dizendo para eu ir a um encontro em Serra Azul, SP, que lá eu teria a prova de que não era coisa da minha cabeça; tudo se encaminhou para eu ir. Pagaram a passagem e eu tinha tempo disponível, tudo dava certo, mas na noite anterior da saída, me bateu um desespero e eu chorava virado para o lado e a minha esposa chorava virada para o outro. Então eu disse para ela:
- Não vou mais.
E ela chorando respondeu:
- Tu tem que ir, Jesus mandou.
Eu levantei chorando e fui rezar. Antes de começar, alguém que você já sabe, o infeliz do demônio me assoprou assim: - se tu queres ir, dê um beijo em cada filhinho porque tu vais morrer acidentado, e nunca mais os verás. Eu olhei para os três e me desesperei, dormi chorando. Não sei como aconteceu, mas o relógio despertou ? s 4 horas da manhã; eu acordei tranqüilo e a minha esposa também. Então, na mensagem da manhã, Jesus me falou que o demônio tinha me tentado à noite, e Ele deixou para eu ver como o demônio é perverso, mas que eu fosse tranqüilo, pois os Anjos iriam cuidando do ônibus e a minha família seria cuidada por Nossa Senhora. Então fui, mas indagando e falando comigo mesmo: - não vá chegar lá, tropeçar num confidente, e pensar: - está aí a prova, sou mesmo verdadeiro. ? Não, quero uma prova real! Assim fui, e na viajem, recebi mensagem escondida, até no banheiro do ônibus, pois não queria que ninguém soubesse.
Quando cheguei em Serra Azul, e começou a oração do terço, ajoelhei-me para rezar. Em segundos, ajoelhou-se ao meu lado uma jovem menina e logo começou a me olhar. Então, de tanto me olhar, virei e vi que era bonita. Pensei, lá vem o danado do demônio achando que vai me pegar com essa menina, mas não vai, não. Então, fugi rapidinho para o outro lado. Às vezes, olhava para ela e ela continuava a me cuidar, e quando a olhava sentia algo muito forte; parecia que eu tinha me apaixonado por ela. Assim passou-se a manhã. À tarde, quando eu estava rezando de joelhos, em um cantinho, alguém me bateu nas costas, dizendo:
- Moço, quero falar com você!
Quando olhei para trás e vi que era a menina, respondi contrariado:
- O que quer comigo?
- Moço, desde hoje de manhã, eu sinto que tenho que te dizer uma coisa, não sei porque, mas tenho que te falar. Não tive coragem de manhã, mas agora a minha mãe, que está ali, encorajou-me a vir aqui.
- Oh! Meu Deus, coragem! (pensava eu) enquanto ela apontava para uma senhora, que pelo sorriso, já me deu uma paz muito grande. Então repliquei: - fala moça, o que quer comigo? - Ela me disse: - Jesus fala contigo...! Eu quase desmaiei... e logo respondi:
- O que disse...?
- Sim, moço, tu recebe mensagem.
- Mas como tu sabe, está me confundindo com alguém?
- Não, moço, é você mesmo; eu também recebo. Mas, até agora, só minha mãe sabe. Eu recebi uma aqui, hoje de manhã, você quer ler?
E eu tremendo como uma vara verde, disse:
- Quero.
Após ler, peguei o meu caderninho e comparei as mensagens, a dela, com outras palavras, falava das mesmas coisas. Na mesma manhã, sem nos conhecermos e sem ninguém, daquele encontro, saber, recebíamos mensagens de idêntico conteúdo. Saí dali, rindo, chorando, correndo, foi o dia mais feliz da minha vida. Peguei a ela e a mãe dela, pela mão, e fomos ao encontro daquela mesma pessoa que, há três anos atrás, estava no meu restaurante entregando os jornais católicos. Quando comecei a contar, ele, junto comigo, a menina e a mãe dela, começamos a chorar. Ele, apenas tinha lido duas ou três mensagens do meu caderninho, onde Jesus sempre me chama, no começo das mensagens, de pequenino, quando aproximou-se de nós, outro mensageiro, chamado Vaninho, que sem saber de nada, disse:
- Só vou interromper por um minuto, é que Jesus me mandou que te desse esse presente.
E me deu um envelope com a foto do menino Jesus. No envelope estava escrito: - para o meu pequenino Laerte. O Vaninho nada sabia das mensagens, apenas que o meu nome era Laerte; iria adivinhar que eu recebia mensagens..."Ou que Jesus se referia a mim como, Meu pequenino..." Assim, tive duas provas lá em Serra Azul, SP; por isso, façam o favor de me incluir no grupo dos loucos, sim, porque sou louco pelas coisas de Deus
Ass: Laerte de Vargas
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