"Homens da Galiléia, porque ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que vos acaba de ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu. (At 1,11) "

A FÉ CATÓLICA NO JAPÃO

 
 Epopéia dos católicos japoneses
 

    No século XVI, o grande missionário S. Francisco Xavier levou a Fé Católica ao Japão.
    Com sua santidade, seu exemplo e seus milagres, em pouco tempo ele formou naquele país pujante cristandade.
    De tal maneira seu trabalho floresceu, que em pouco tempo, havia católicos nas mais variadas categorias sociais. E, pode-se deduzir que, em breve, o Japão torna-se-ia católico. O inimigo de todo bem não poderia se alegrar com isso e armou, contra os católicos japoneses, perseguição do porte das ques Neros moveram contra os cristãos em Roma.


    O pretexto para isso foi a declaração infeliz de um comandante de navio espanhol. Um navio espanhol, levado por uma tempestade, aportou nas costas japonesas. O navio foi saqueado. Diante disso, seu comandante ameaçou os saqueadores com o poder do rei da Espanha. Para isso, mostrou o mapa do mundo com os imensos domínios espanhóis.

    Diante da pergunta, dos japoneses, de como a Espanha formara tais conquistas, o comandante disse que era por obra dos missionários católicos.
    Essa falsidade, atiçou o ódio de governantes japoneses que moveram guerra sanguinária à Santa Igreja.


    Com muito sangue, os japoneses mataram milhares de católicos. Liquidaram os padres, a ponto de julgarem não haver sequer mais um cristão no País.
    Para não receberem mais a ação benévola da Igreja, fecharam seus portos aos navios europeus. O único contato com o mundo era um navio holândes (protestante), uma só vez ao ano, em mar aberto para receberem alguns produtos.
    E assim foi até meados do século XIX. Nessa ocasião os japoneses passaram a receber estrangeiros. Permitiram então a vinda de uns poucos padres católicos, principalmente franceses, para o atendimento dos diplomatas.


    No início do trabalho de dois padres aconteceu um dos mais belos casos que conhecemos. Um dos padres acabara de arrumar sua capela. Acabara de colocar um terço nas mãos da imagem de Nossa Senhora, quando uma veneranda e idosa senhora japonesa, com um Rosário nas mãos, entrou fazendo-lhe três perguntas.
    Perguntou primeiramente se o padre era casado, ao que ele respondeu que não. Indagou depois se eles eram enviados pelo Pai de Roma (o Papa). E ele disse que sim. O padre estava surpreso. Por fim, perguntou se o padre amava e honrava Nossa Senhora. O padre, apontando a imagem disse que A amava de todo coração.


    Essas eram as perguntas que os últimos missionários martirizados disseram que eles deveriam perguntar a outros padres para saber se eram católicos.
    Nessa hora a velha senhora japonesa, que nunca antes entrara numa Igreja Católica, fez respeitosa genuflexão, e osculando a mão do padre, disse que o coração dela era como o do padre. Ambos possuíam a mesma Fé e convidou o padre para visitar a comunidade católica.

    Na noite seguinte o padre foi. Eram 10.000 católicos que permaneciam tal após 250 anos das perseguições.

    Sem padres, recebendo apenas os Sacramentos do batismo e do matrimônio, conseguiram guardar a Fé e mantê-la viva.

    Que belo exemplo! Contra tudo e todos, eles mantiveram a Fé. Perseguidos, eles ensinaram a nós que, ainda em circunstâncias terrivelmente adversas, é perfeitamente possível ser católico. Graças não faltam para isso.

    Que belo exemplo a ser imitado!

    Infelizmente, posteriormente, muitos descendentes desses heróis relaxaram na Fé ante o mundo moderno.


    Texto retirado do jornal O Desbravador - ano XXVII - maio/junho 2006 317/318.

 
 
  

 




(Visitas: 3629 | Impressões: 10 | Envios: 5)